ATENÇÃO!!! ATENÇÃO!!! CONTE AOS SEUS AMIGOS!!!

É QUE O WALK ON MUDOU!!!

CLIQUE AQUI E VEJA ONDE FOI PARAR O BLOG

Atualizem seus weblinks (uhauahah) para o novo blog.



 Consumado por Daniel às 01:44:41 PM
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Fim do blog: NO HAY BANDA.

Senhoras e senhores: têm sido dias difíceis e só Deus sabe o que vem mais. Mantive o blog enquanto deu. Os que quiserem manter contato deixo meu email: afdpl@ig.com.br

O "[walk on.]" acabou e peço para que retirem ele de sua lista de links, por favor.

Se eu voltar um dia, saberão. Voltar eu quero.



 Consumado por Daniel às 09:27:46 PM
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For sale:

Eu nunca vi uma vitória-régia in loco durante toda a minha vida. Menos ainda uma onça-pintada ou uma aldeia indígena. Tucano eu só dois, no Parque da Cidade em São José dos Campos. Mogno eu conheço dos móveis da casa da minha mãe e olhe lá. A maioria das pessoas que habitam o Brasil vivem essa mesma realidade. A exceção é o povo dos estados do Norte, além do Maranhão e Mato Grosso. Ainda assim, uma parte dessas pessoas quase nada têm a ver com a Amazônia. Desse modo é que quero começar o texto com a seguinte pergunta: por que nos ofendemos tanto quando alguém fala que quer transformar a Amazônia em área internacional? Por que a gente não vende logo nosso território florestal e paga a dívida externa com o dinheiro?

 

Tecnologia para explorar o que tem lá dentro nós não temos, o solo é pobre para agricultura e mesmo assim para povoar a região haveria desmatamento e protestos internacionais sérios, os gastos com vigilância são altos para um país pobre como o nosso e a maioria das armas ilegais e boa parte das drogas ilícitas que alimentam o tráfico passam pela Amazônia. Então... pra que mantê-la? Soberania nacional? Que soberania tem um país com a segunda maior dívida externa do mundo que sozinha representa 25% da dívida mundial? E a representação da soberania é bem maior do que um grande território de florestas. Nem os outros países e nem a gente domina a floresta. Basta lembrar que a maior parte da biodiversidade amazônica ainda nem foi catalogada.

 

Por que aceitamos problemas como madeireiras ilegais, pistas de pouso clandestinas e invasão de mineradores em áreas delimitadas para indígenas? Se vendêssemos o “pulmão do mundo” (balela!) teríamos dinheiro para investir em programas sociais capacitação tecnológica e empregaríamos toda a população nortista em novas atividades no eixo Centro-Sul. Sem a dívida seríamos verdadeiramente independentes, o que faria o poder aquisitivo nacional atingir os patamares europeus médios e nos permitiria até fazer turismo na Amazônia, com direito a passaporte e tudo. Hoje em dia o turismo por lá já é voltado para o público internacional mesmo. Qual brasileiro tem dinheiro para pegar um avião e conhecer o Xingu? Qual tem grana pra pegar um ÔNIBUS e pagar o hotel?

 

Esse papo de orgulho nacional, de defesa do território, cultura indígena e potencial tecnológico é muito superficial. Hoje já sabemos que o silício é encontrado na Bahia, se quisermos exportar; e podemos exigir no protocolo de venda da Amazônia alguns pontos que nos permita receber os benefícios encontrados na floresta sem acréscimo tributário. Para quem mesmo assim acha um absurdo eu ressalto que a gente já quase aceitou proposta muito pior pelo aluguel da base de Alcântara no Maranhão para os EUA. Nem ao menor intercâmbio de tecnologia haveria no acordo! Mas se o assunto for tecnologia, a gente pode lembrar que no Brasil ainda se morre de diarréia. Qual o benefício tecnológico que o povão recebe?



 Consumado por Daniel às 09:30:50 AM
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Hay gobierno?

Devo confessar que adoro esse clima de eleições. As eleições para prefeito em especial, simplesmente por ser algo extremamente abrangente no que tange à política local. As eleições para vereador são ainda mais estupendas com direito a vários candidatos submetidos a qualquer coisa atrás do meu voto. Ou do seu. O programa eleitoral gratuito permite que cada um de nós assista, democraticamente, a inserção de dez segundos da campanha desses candidatos a vereador. Muitos com boas propostas mas que se acabam entrando, o máximo que fazem é apresentar projetos para mudança de nomes de ruas, alguns muito bons que sempre entram, outros que se elegem no melhor estilo República Velha e os show-man que se candidatam só pra ver o que dá.

 

O que mais me impressiona é o vale-tudo empregado pelos candidatos a vereador Brasil a fora. Cada um defende uma classe trabalhadora específica e muitos outros buscam votos dentro de igrejas pentecostais, centros umbandistas e até mesmo igrejas católicas. Talvez não tenham lido que a Constituição prega a separação entre Estado e Igreja. Se bem que o povo de maneira geral é muito influenciável pela igreja, o que deve dar votos a rodo para candidatos esquisitos. Se bem que a maioria prefere mesmo é o marketing pessoal dos programas eleitorais.

 

Em São Paulo há um candidato que é cover do Enéas e que, se eu não me engano, até ganhou para a Câmara paulistana. Em São José dos Campos tem o Margarida, candidato gay cujo bordão era “tente, invente, vote em um candidato diferente”. Recebeu apoio até do Ratinho para as eleições. Outros exemplos são Maria Chupetinha (Rio de Janeiro), Peru do Escapamento (Paracambi), Uilson Pé-no-Chão (Nova Iguaçu) e Pipoca Nota 10 que concorre com o Peru do Escapamento em Paracambi.

 

Se por um lado é engraçado o nome desses senhores, não podemos esquecer que política (mesmo local) é coisa muito séria. Não se elegem nem síndico sem conhecer as propostas dele. Caso contrário a gente corre o risco de ver em nossas cidades, acontecer absurdos como os seguintes projetos que já foram votados por aí, tipo frentes de trabalho para escovar pedras nas proximidades de rios, emplacamento de animais domésticos, aeroporto para discos voadores proibição de homossexuais na cidade e até distribuição de Viagra e amendoim visando aumentar a população da cidade.

 

É importante não votar em megalomaníacos, gente que acha que pode tudo. Eu continuo achando engraçado e não perco um horário eleitoral para ver quais os mais novos candidatos a vereador que estarão ali na tela da TV. De sambista a empresário, passando pelo trocador de ônibus e pelo camelô, o certo é que todo mundo atira no escuro a fim de obter um emprego público rentável. Se questionarmos a maioria sobre legislação, é capaz de mudarmos de país de tanto medo das respostas. 



 Consumado por Daniel às 09:33:07 AM
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Quase como nossos pais:

Estamos em 1950. Dois jovens vêem o sol nascendo e estão conversando, quando um pergunta onde o outro estava quando a bomba atômica caiu no Japão. Damos um pulo no tempo, estamos em 1971-72, dois jovens estão num acampamento observando a lua e um resolve entrar no assunto de onde o outro estava quando Neil Armstrong pisou na Lua. Mais uma elipse de tempo e vemos duas pessoas, hoje, caminhando pela selva de pedra da cidade e perguntando um ao outro onde estava quando o World Trade Center foi atacado por dois aviões. Eis nossos avós e nossos pais e por fim, nós.

Das curiosidades sobre os acontecimentos temos o momento político, peculiar de cada um: O final de uma guerra que unira Estados Unidos e Europa (inclusive a URSS), logo depois a corrida espacial e a Guerra Fria contra a própria URSS e por fim um tipo novo de guerra, que não é fria e tampouco contra outro Estado em particular, é contra o terror. Cada uma trouxe sua doutrina, sendo que a última, a Bush determinou um eixo do bem e outro eixo do mal.

Na Segunda Guerra, era a Tríplice Entente contra um eixo realmente existente, com uma Alemanha extremamente forte; Depois, na Guerra Fria, o eixo do mal eram os comunistas, ricos em tecnologia e espionagem, comedores de criancinhas, fabricantes de mísseis nucleares e assassinos de James Bond. Hoje é Saddam Hussein, presidente de um país em frangalhos e Osama Bin Laden, mulá Omar e o líder norte-coreano que nem sei tem nome. Osama e Omar vivem numa terra que, se barbariza a população, foi covardemente atacada pelas forças americanas e britânicas. Os coreanos mal têm o que comer e ficam brincando de War com gente de verdade.

Em 45, Roosevelt foi aliado de um forte Winston Churchill, e de ninguém menos do que Stálin. Durante a Guerra Fria, o aliado americano era representado pela "Iron Maiden" Margareth Tatcher, mulher de pulso forte e de decisões importantes no quesito Europa, e o inimigo nem sempre foi tão inimigo, visto que na pele de Gorbatchev era mais aliado do que inimigo de Ronald Reagan. Hoje, temos um borra-botas na Inglaterra, um idiota nos Estados Unidos, testa de ferro de Dick Cheney e passamos a torcer pelo inimigo, assim, descaradamente.

A China apenas batia palmas em 1945. A China, em 1971-72, só batia palmas. A China, em 2004, continua batendo palmas, apenas. Em 45, nós éramos o país do futuro; em 71-72, o país do futuro. Hoje, somos o país do futuro. Em 45, o Empire State era o maior prédio de Nova Iorque. Em 71-72 corria o risco de perder a coroa, mas ainda era, inaugurado, o maior prédio de Nova Iorque. Hoje em dia, é o maior prédio de Nova Iorque.

Por fim, em 45 os americanos eram os vilões. Em 71-72, os heróis. Há dois anos, foram as vítimas. Sinais de um império que ameaça desmoronar. Sinais que, refletidos nas comparações feitas, mostram que se os Estados Unidos por um lado estão com lutando com inimigos cada dia mais fracos, por outro lado mostra que isso não é realmente uma boa notícia para quem governa por lá.



 Consumado por Daniel às 09:37:09 AM
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A natureza do ato:

No começo do mês o mundo foi abalado novamente pela ameaça terrorista que está presente em toda parte do globo. Dessa vez aconteceu na Rússia e supostamente foi um grupo ligado à rede de terroristas da Chechênia que é uma república dentro da Rússia. Foi o mais chocante acontecimento desde o atentado de Madrid em março desse ano e o que mais comoveu a opinião pública. Primeiro porque eram crianças que estavam sendo mantidas reféns; segundo que a ação dos militares foi extremamente estabanada, feita de improviso, controvertida e imprópria para a ocasião. Dizem que havia até civis armados lutando contra os raptores.

 

A tragédia que terminou com 350 mortos, entre eles muitos corpos de crianças, correu o mundo e nos questionou novamente qual a dimensão do perigo que representa os atentados terroristas. Especialmente para nós, que moramos nos países pobres. Sim porque quando os ricos tiverem usado mais do que o PIB do Brasil apenas em segurança, serão as minorias de países menos protegidos que eles virão atacar. Assim como algumas empresas procuram brechas legislativas atraentes para atuarem nos países pobres, os terroristas procurarão falhas de segurança. Deus queria que esse dia nunca chegue.

 

Apesar de covarde, o terrorismo acaba representando uma resposta natural à nossa maneira de compreender, vivenciar e passar adiante o mundo, enquanto sociedade – principalmente a capitalista. Eu imagino que tudo tenha começado com o primeiro ato de intolerância e a primeira propriedade dita privada para isolar aqueles que acreditavam em “x” dos que acreditavam em “y”. Claro que não dá pra se ter consciência de uma forma de vida capitalista mas se entendermos a sociedade como um organismo, o meu exemplo é uma ameba. Nós, um corpo humano. A complexidade da situação torna a reação igualmente complexa. Nos dias atuais, o terrorismo.

 

Sou contra qualquer forma de covardia, desde aviões jogados contra o maior centro financeiro do mundo até gente morrendo de fome nas areias de um deserto. Os dois extremos são ligados por uma linha que nada mais é do que uma liga de política, dinheiro, fé, racismo, imposições. Política e financeiramente temos o exemplo mais claro na disputa por petróleo; a intolerância religiosa se mostra em vários países entre várias formas de se chamar Deus. O racismo é uma das maiores formas de ignorância que podemos demonstrar. É maior que o termo, é xenofobia. Imposição é mais um resultado do que uma vertente disso tudo. Quem impõe, impõe com algum interesse; quem aceita, aceita porque é mais cômodo.

 

Somos os únicos seres que delimitam espaços territoriais coletivamente e também os únicos que se exterminam conscientemente. Essa mistura torna-se perigosa e inflamável quando uma faísca de interesse lhe dá vida. Qualquer outro ser consegue viver harmonicamente com seu nicho. Se dependêssemos apenas de nossas forças, teríamos entrado em extinção há muito tempo. A evolução quis que nós raciocinássemos para conseguir sobreviver. Mas cada vez que eu me lembro que o mundo hoje faz a gente desconfiar de outra pessoa apenas por ela usar um turbante ou andar só de havaianas, questiono se já nos tornamos verdadeiramente racionais ou se somos uma praga.

 Consumado por Daniel às 10:46:24 AM
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O maratonista:

Apesar do apoio maciço que recebeu, eu pessoalmente não vejo nada de grande esportista em Vanderlei de Lima por ele ter completado a maratona depois de ter sido sacaneado por aquele padre irlandês e ainda tido tempo de conquistar a medalha de bronze. Logo depois o COI e a IAAF concordaram em lhe dar a Medalha Pierre de Coubertin, um broche que significa o máximo grau do “importante é competir”. Bah.

 

Em primeiro lugar, a lição número um que se tira disso tudo é que apesar de adorar fazer isso ninguém pode mais ficar malhando uma olimpíada carioca com algum discurso que comece com a seguinte frase “se fosse no Rio de Janeiro...” e isso é ótimo. A festa da Olimpíada foi magnífica, os gregos tinham o que mostrar mas no final esculhambou tudo, foi tudo pelo ralo por causa da segurança ridícula oferecida aos atletas. Sim, tudo isso por causa de um incidente, afinal de contas se em Sydney usava-se o termo “Olimpíada verde”, em Atenas foi usado o termo “Olimpíada da segurança”. E se fosse um militante do ETA? Todo mundo já pensou nisso em casa depois do ocorrido.

 

A segunda lição que se tira é a de que a mais pura realidade é que fanatismo não presta em nada que se faça na vida. Quando se trata de fanatismo religioso então, Deus me livre! E isso vale não só para os muçulmanos, mas para todas as religiões. Aliás se tem uma coisa boa que se tira disso é o estigma de que muçulmano é terrorista. O irlandês era cristão, senhores... fanatismo é fanatismo em qualquer canto e sob qualquer denominação divina.

 

A terceira é que nós, brasileiros, aceitamos com muita facilidade tudo aquilo que nos é imposto. Não bastasse comemorarmos décimos lugares em esportes exóticos aos olhos da massa, ainda aceitamos de bom grado que as meninas do futebol tenham sido roubadas escandalosamente em um pênalti no primeiro tempo da prorrogação e aceitamos muito bem a Medalha Coubertin como compensação ao Vanderlei. Eu quero saber o seguinte: se o COI acata que Taiwan desfile sem a bandeira do país por imposição da China, qual é o problema em acatar que houve uma falha da organização e compensar dignamente o maratonista brasileiro? Os chineses têm mais influência que o COB, então? Partindo dessa suposição, e se o maratonista fosse então... americano? Inglês? Belga?

 

O critério usado anteriormente ao Vanderlei para a entrega de uma medalha desse porte é completamente diferente do caso que aconteceu com o brasileiro. Se ele tivesse vencido a prova, a quem ocorreria lhe conceder o prêmio? Vencer a prova faria dele mais ou menos merecedor do mérito do COI? É por não ter as respostas para essas perguntas que eu me pergunto porque o alvoroço em torno de um homem que foi prejudicado e aceitou isso. Vanderlei é hoje o símbolo do que o Brasil tem de melhor quando visto pelos olhos internacionais: é dócil. O brasileiro é como o escravo dócil que cuida dos filhos do senhor de engenho e por este é desprezado. O bom cabrito que no dito popular não berra.

 

Mais correto seria não ter ido receber a medalha.



 Consumado por Daniel às 12:06:38 PM
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Caros amigos,:

Ao contrário do que possa parecer e do que meu caráter demonstra eu não sai do país durante esse período de hibernação. Pra falar a verdade eu não saí do Rio de Janeiro e por muito favor dei uma ou duas voltas além dos limites do meu bairro. O retiro foi necessário para a mente, no campo intelectual especificamente. Claro que gostaria de ter ido fazer uma boa viagem por aí... uma pena que nem me passou pela cabeça isso. Não por falta de planejamento ou por não haver dinheiro (conforme não há). Mas por falta de necessidade.

 

Não se desapontem, porém. Não perdi a forma e nem me passou pela cabeça largar de lado o meu espírito de aventuras. Não fui consumido pela lei do menor do esforço, não dessa vez. Mas o blog consumia uma parte do meu dia que apenas estaria trocando pela viagem e não era esse o caso. Não havia uma necessidade do tipo: “Suderj informa: substituição: sai blog e entra viagem de mochila”. Era algo mais introspectivo e que eu garanto que em nada afeta o dia-a-dia de vocês mas que, para mim, faz toda a diferença.

 

Conforme prometido aqui estou de volta, com vários novos assuntos para tratar e pretendendo dar uma nova dinâmica ao blog. Para começar, com o objetivo de chegar mais perto de cada um, vou diminuir o número de postagens semanais para as terças, quintas e sábados. Não, não me tornei estrelinha e tampouco considero vocês como um público homogêneo que mereça essa minha imposição. Mas o fato de eu gostar de escrever e adorar ler e discutir os comentários me fez tomar essa decisão para que eu consiga manter tanto o blog quanto as outras atividades. Na verdade acaba sendo até melhor porque dá mais tempo de mais gente se interar do que está sendo tratado e mais opiniões serem dadas sobre cada assunto.

 

Então, estamos combinados assim a partir de amanhã.  A hibernação trouxe quase que exatamente o que eu esperava dela. E que bom que sempre tinha alguém no blog durante esse período. É a maior prova que não se trata de público homogêneo mas de cada um com sua importância singular aqui por entre as (humildes) letras.



 Consumado por Daniel às 06:58:15 AM
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Hiatus:

Aos amigos deixo o aviso de que o blog está entrando em processo de hibernação. Voltarei aqui neste mesmo endereço no dia 6 de setembro de 2004, com mais e mais novidades sobre tudo que se passa vagamente na minha vaga mente. A idéia original era acabar com o blog caso não houvesse audiência para ele. Agradeço a cada um que me fez desistir dessa idéia e apenas entrar em recesso.

O fotoblog, caso esteja abrindo continuará sendo atualizado a partir do dia 5. E a cada 5 dias, até o dia 4 de setembro de 2004, quando o recesso estiver ali pertinho do final. Nesse meio tempo vou ficar tomando água de coco, jogando Fifa Football 2004, assistindo novela, discutindo teoria filosófica com a Dani e decorando o nome das ilhotas que compõe o arquipélago de Maldivas.

So long.

PS: Aos interessados e curiosos, a Dani faz tapetes de borracha E.V.A. e os oferece em um sáite que criamos: querendo ver os modelos, basta clicar aqui ó!. Até setembro!!! 



 Consumado por Daniel às 10:41:58 AM
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Inri Cristo:

Ele é polêmico, ele é excêntrico, ele é concentrado e o melhor: ele dá Ibope. Estamos falando de ninguém, ninguém menos do que de Inri Cristo, o homem que diz ser a reencarnação de Jesus Cristo para a nossa era. Há algum tempo que eu venho querendo escrever sobre ele mas nunca sabia como. Sem querer desmentir ninguém fui estudar um pouco sobre o homem.

 

Inri Cristo (o nome Inri vem do título de rei dos judeus dado por Pilatos quando de sua crucificação) é catarinense, tem 56 anos de idade e vive em Curitiba. Entre suas façanhas ele conta com expulsões de países como Paraguai, Venezuela e Inglaterra e França e o banimento por parte dos Estados Unidos. Além disso, há 22 anos entrou um uma missa em Belém do Pará e vociferou contra a Igreja Católica ato que culminou com sua subida ao altar para arrancar a imagem de Cristo na cruz. Além disso instituiu a Nova Ordem Católica em substituição à Igreja Católica, tudo isso dentro da Basílica de São Pedro. Como estudioso ferrenho da Bíblia classifica todas as suas ações como justas e necessárias para o cumprimento de passagens dos Evangelhos.

 

Em vários sáites e blogs por aí Inri Cristo é tido como maluco, mentiroso, anti-cristo, salvador, herege, messias. Tudo ao mesmo tempo. O certo é que se o Papa é pop, Inri Cristo parece ser ainda mais para nós brasileiros. Ele aparece em toda categoria de programas, desde o Jô Soares até Ratinho. Desde “Isto É” até “Contigo!”. E tudo por conta de sua convicção em se dizer a reencarnação do filho de Deus. Em entrevista já disse até que se encontrou com a reencarnação de Judas, na França. Inri é praticamente uma figura como Che Guevara. Ele seria o oposto do Che porque gostar do primeiro é “in” e falar de Inri Cristo é “out”, é coisa que beira a falta de educação. Não concordo. No que eu acredito é que cada um segue o que diz a própria consciência e a moral. Não é porque estou falando de Inri Cristo aqui sem criticar sua postura, que eu esteja do lado dele. Tento trazer a discussão acima do caráter dogmático de que o Cristo não poderia ser um homem que vai à programas de televisão. E no mais, ele faz interpretações da Bíblia que deixaria muita gente de cabelo em pé. E Cristo por Cristo, Jesus em sua época também foi humilhado ao se proclamar o Filho de Deus.

 

Inri Cristo conseguiu o que queria: chamar a atenção. Iuri Thais (seu nome antes da conversão) foi um menino problemático que seguiu o “chamado das vozes” e atingiu o objetivo que queria. Sem contar que é antes de mais nada um tremendo gozador. Em entrevista recente no programa da Luciana Gimenez, disse para o neo-pentescostal Jesse Valadão: “Que saudade daquele Jesse Valadão que bebia todas!”; para o Padre Quevedo, quando este o desafiou a entortar seu dedo, Inri respondeu “Eu sei onde o senhor anda enfiando esse dedo. Que vergonha, um homem nessa idade!”.

 

Se é Cristo ou não, o certo é que Inri ainda precisa fazer muita gente acreditar nele. Por hora é um Walter Mercado, uma Mãe Dinah que teve bem mais do que seus quinze minutos de fama e que dá ibope em qualquer programa que vá. É no mínimo um showman e já realizou alguns milagres da ressurreição (do Ibope) em vários veículos de mídia do Brasil e do mundo.



 Consumado por Daniel às 11:33:07 AM
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Jogos de Atenas:

Hoje eu tirei o dia para pensar no porque eu ficarei horas assistindo as competições olímpicas que em menos de três semanas estarão invadindo a minha televisão. Cheguei a conclusão de que de forma nenhuma as Olimpíadas causam em mim o mesmo que as Copas do Mundo. Quem nunca me viu em época de Copas do Mundo não sabe... mas eu fico vendo e vendo e vendo e vendo, perco o controle. Se eu pudesse acompanharia de perto a fase preliminar das Eliminatórias da Oceania. Já com os Jogos Olímpicos eu não me afeiçôo tanto. Tanto faz, como tanto fez.

 

Claro que existem os momentos engraçados. Imaginem ficar duas horas narrando uma maratona ao vivo? Daqui de casa vai sair muita risada da falta de assunto. E os comentaristas que entendem até de badminton? É engraçado. Antigamente ainda tinha aquele gostinho de torcer contra o mais forte. Em 1992 a torcida era contra o time masculino de basquete dos Estados Unidos; em 1996 contra o time feminino de vôlei de Cuba. Em 2000 não havia uma grande potência de esportes coletivos. E tudo começava muito tarde pra assistir. Dessa vez a imbatível é a nossa seleção masculina de vôlei, o que me força a torcer a favor. Que bom.

 

Outra coisa que eu acho engraçada em Jogos Olímpicos é a nossa capacidade de transformar em heróis pessoas de esportes que ninguém nem acompanha, nem sabe as regras e que são simplesmente impossíveis de se vibrar assistindo. A Daiane dos Santos, por exemplo... como ela ganha pontos? É o número de mortais? É a nota por manobra difícil? É o carisma? E o Robert Scheidt? Quanto vale uma regata, alguém sabe? E mesmo que saiba, alguém aí fica de verdade assistindo competição do mundial de vela? Mas nessa época do ano eles são valorizados. É como em filme de ficção quando um herói some para surgir a cada quatro anos. E ai de quem não ganhar!!! Medalha de prata aqui é ofensa.

 

Nada porém, na minha opinião, supera a entrada das delegações de Nauru, Mongólia, Tonga, Afeganistão, Burundi e Togo e adjacências. Eu vibro quando  anuncia-se algum desses países no Estádio Olímpico na cerimônia de abertura. Pra mim esses são os esportistas realmente que se superam. O cara sai lá da putaquepariu, sem patrocínio, sem tênis, sem comida e sem nada e consegue ou índice ou convite do COI. Não interessa. Já fez mais do que todos os americanos juntos pra mim. E aí conclui-se que a minha noção de citius, altius e fortis é uma verdadeira negação. Está em mim querer tirar até as mínimas lógicas de sua ordem. Senão não tem graça e eu não assisto.

 

Conclui que com certeza quero ver a cerimônia de abertura e os jogos do vôlei masculino. Dos outros esportes só quero ver quando for valer medalha.



 Consumado por Daniel às 11:12:55 AM
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Perdido no tempo:

O enredo da novela das 8 da Globo está meio fora de esquadro e os mais atentos já devem ter percebido isso. Não quero jamais virar crítico de novela aqui no blog... mas é que é um absurdo a elipse de tempo proposta pela novela. Já vinha acontecendo antes. Mas dessa vez está tão evidente e tão equivocada que mereceu a minha atenção especial por aqui.

 

Pra quem não acompanha segue o roteiro da trama principal: uma retirante nordestina foge da seca no sertão e vem viver no Rio de Janeiro. Aqui chegando ela depara com o estopim da revolta contra o Ato Inconstitucional 5, em 1968. Durante os confrontos de rua ela tenta proteger os cinco filhos (quatro meninos e uma menina de colo) da confusão. E o bebê é raptado por uma vilã má, suja, vil e cruel. Ó. Passam-se os anos e lá está aquela nossa heroína do agreste, agora uma bem sucedida comerciante da Baixada Fluminense. Sua missão na terra: reencontrar a sua filha perdida há anos.

 

A filha será interpretada por Carolina Dieckmann. O evento em questão aconteceu há 36 anos. Alguém acredita mesmo que ela possa aparentar essa idade? E ainda que fosse esse o caso, um dos filhos é interpretado por Dado Dolabella... o personagem deveria ter uns 40 anos, mas  é garotão. Aliás, passa essa imagem. Puxa que erro, hem...

 

Vamos considerar que a história se passe então em... 1988. Mas, opa! Como pode em 1988 ter carros tão modernos como os que tem na trama? E o linguajar? E a tecnologia? E o Botox??? É... tem alguma coisa errada aí.

 

O mesmo já vi acontecer no filme “Carandiru”. A história, baseada no livro “Estação Carandiru”, narra o massacre ocorrido em 1992 na penitenciária. Mas o pôster do Corinthians em uma das celas tem já a estrela de tri-campeão brasileiro; o carro em uma cena que seria flashback de 1987 tem placa cinza já. E o escudo do uniforme da seleção brasileira tem quatro estrelas!!! Em 1992!!! É... aí complica.

 

Claro que fidelidade neurótica é maluquice também. Mas a obra deve respeitar momentos marcantes recentes da história pelo menos e guardar o máximo da verossimilhança que puder. Senão é pobre, é errada, é confusa... os artistas se perdem dentro do enredo. Uma coisa pode porque tinha na época e outra não. A validade tem que ser para os dois. Em tramas de época ninguém vê um Toyota Corolla ao lado de uma fazenda do século XIX. Porque haveríamos de engolir então um carro desses ali, no final dos anos 80?

 

Claro que a maioria das pessoas que assiste pouco se importa com isso. O importante é que no final a Suzana Vieira fique com a filha dela e foda-se a verossimilhança. Mas que continua sendo uma coisa muito confusa, isso continua.



 Consumado por Daniel às 09:31:58 AM
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Final do Bolão e Denúncia:

Hoje, aniversário de São José dos Campos, a 11 de setembro das cidades brasileiras, divulgo o resultado final do bolão dos sáites de busca: Gostaria de revelar meu espanto com o campeão. Em um ano de zebras (Grécia, Once Caldas, Santo André, Ilhas Salomão, São Caetano e Brasil-B) porém, não poderia esperar outro resultado. Meu favorito era "Atenas 2004", mas só teve uma busca com esse destino. O placar final e surpreendente foi esse: 1o. Homens Pelados 6pts; 2o. Viridian Room 4pts; 3o. Marcela BBB4 4pts; 4o. Juliana Paes 1pt; e 5o. Atenas 2004 1pt.

Os demais concorrentes sequer somaram pontos. Quem votou em "Homens Pelados" venceu. Eu, com isso, apenas atraí alguns pervertidos para meu blog mas, já estou empenhado em esterelizar a todos eles. E com isso, além de sujeitar meu blog ao público mais clichê da internet, consegui provar em partes no que a geral está interessada.


Mudando de assunto, dêem uma boa lida nesse artigo e me digam se não é uma vergonha saber disso e me digam também se não revolta saber disso em um país terceiro-mundista indo pra quarto como o nosso:



 Consumado por Daniel às 10:05:55 AM
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Ô, vó!:

Eu tinha tantos assuntos que poderiam ser tema do post de hoje mas... hoje é dia da vovó. E aí eu parei pra escrever sobre a minha vovó Josefa e (por que não?) da minha vovó Adelaide e também a vovó Benedicta que não conheci. Avó é mãe duas vezes e é justamente essa multiplicação que faz ela ser mais doce porém não menos enfezada. Mas pra se dobrar uma avó é tão fácil que ninguém quase tem coragem. São tantas histórias e tanta experiência de vida que antes de a gente reagir lá está ela dominando a situação. Ora, bolas! Foi por causa dela que minha mãe teve juízo pra me conceber.

 

Minha avó Adelaide veio de Portugal, da região de Coimbra e se instalou na Bahia, Ilhéus. Com meu avô (que sequer o nome conheço) veio para o Rio de Janeiro e ajudou a criar meu padrasto (que chamo de pai) e minhas duas tias. Viveu no bairro da Tijuca e por conta da influência lusitana dela é que hoje eu torço pelo Vasco da Gama. Minha outra avó paterna (de meu falecido pai) era dona Benedicta, casada com um herdeiro dos grandes bandeirantes da região paulista de Itu, meu avô José. Também dela pouco sei dizer a respeito. Não a conheci viva e devo ter visto uma ou duas fotos dela na vida toda. Meu pai nasceu em 1928... o que faz minha avó ser da entrada do século. Eu nasci longe demais para ela acompanhar.

 

Minha avó Josefa, não. Essa eu conheci e convivi e testemunhei um pouco de sua vida ao lado de meu avô José Sobrinho. A história de amor deles era linda. Ambos eram nascidos no dia 21 de abril e a diferença de idade acho que era de dois anos. Ambos viviam na mesma cidade do interior de Pernambuco, Timbaúba. Mas minha avó veio tentar a vida no sul antes de meu avô e deixou lá o seu grande amor. Anos depois se reencontraram em São Paulo e deram início a sua vida a dois, marcada sempre pelas coincidências da vida. É dela o pão doce que gosto de me lembrar; o cuscuz que eu comia com gosto e principalmente as rabanadas... ah... e isso nem precisava pedir! E nem precisava ser Natal. Como era fácil agradar aquele netinho caçula chamado Daniel, mesmo que ele fosse um mal-educado algumas vezes.

 

Perdi minha avó cedo, aos 13 anos. Meu avô perdi antes ainda, aos 9. Dei sorte por tê-los conhecido e hoje valorizo muito a história e a memória de meus avós. Só queria mais tempo, que ela chegasse até hoje que tenho um pouco mais de discernimento e poder fazer um carinho na minha avozinha. Elas sempre têm histórias de vida fantásticas e guerreiras. Já aceitei bem o fato de ela não estar mais aqui. Minha mãe sofreu muito, mas agora também aceita mais. De toda forma esse post é dela, da minha avó. Ou melhor: das três; e de mais algumas que a resolvem nos adotar como netos, como a avó da Dani por exemplo e a avó de um conhecido. E outras tantas que só de olhar pra gente parecem aos nosso olhos que ficam procurando netos para ficar fazendo rabanadas. 



 Consumado por Daniel às 10:24:15 AM
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Combater a pirataria é combater a concentração de renda:

Há algum tempo o José publicou o post “Artesanato Carioca” (27.06.2004) falando sobre como era frustrante chegar no Rio de Janeiro e encontrar barracas que vendem produtos pirateados (e realmente é.). Antes do próximo parágrafo gostaria de ressaltar que não apóio a pirataria como maneira de ganhar a vida. Mas também não apóio que 50 milhões de brasileiros vivam abaixo da linha de pobreza, que com 4% da renda brasileira a gente acabaria com essa miséria e ninguém faça nada, que sejam dados aumentos sobre aumentos para classes determinadas e aumento de impostos para sanar dívidas do povo. Mas isso tudo existe, está aí e basta abrir o jornal para se deparar com essa realidade. Ao meu ver a pirataria acaba forçando a indústria a baixar preços para tentar competir contra os falsificados. É uma espécie de redistribuição de renda e é aqui que ela mais se parece com uma Revolução Francesa da vida.

 

Pra quem não sabe, a França vivia sob uma concentração de renda ainda mais mesquinha que a brasileira no final do século XVIII. Muito poucos viviam na França e muitos viviam como se vive hoje em... Bangladesh. O povo faminto derrubou a monarquia e fez a reforma burguesa. Hoje é tido como um movimento heróico; mas terá sido assim à época da revolução ou os populares que marchavam rumo à Paris eram tão criminosos quanto os camelôs de hoje em dia? Será que uma pessoa escolhe ser camelô hoje em dia porque nasceu para aquilo? Ou é necessidade de ganhar um dinheiro o mais perto do honesto que ela pode? Quem somos nós pra esculachar um camelô na rua? O cara é antes de tudo um bravo: mora nos morros, veio do Nordeste atrás de trabalho, pode entrar pro tráfico e mesmo assim – sorrindo – vai vender as muambas dele pra ganhar o quê? R$ 300,00 pra sustentar a família. Claro que tem os coisa-ruim, sempre tem... mas isso tem até no Distrito Federal, não justifica.

 

A renda do brasileiro é baixa e aí é que está o problema da pirataria. Se você ganhasse o suficiente para comprar um CD duplo do Paralamas do Sucesso na loja porque gastaria em uma barraquinha de camelô? Se ganhasse pra pagar o cinema, porque gastaria comprando o DVD pirata. Aqui no Rio o cinema pode custar até R$ 15,00 por pessoa! Até mesmo um fast-food... se você ganhasse pra comprar um Big Mac ou uma Pizza Hut, porque iria se aventurar ali no Cachorro-Quente-do-Tiozinho? E distribuindo a renda é evidente que haveria crescimento e os camelôs teriam oportunidades reais de trabalho. Pagando imposto. Aliás, muito imposto. E aqui está outro problema. Muitas vezes o produto nem é tão caro mas emperra na burocracia (burro-cracia) nacional. Meu Deus do céu, pra onde é que vai o dinheiro de tanto imposto? Cadê os bons hospitais? A infra-estrutura na Universidade Pública? A reforma agrária efetiva? Tudo está interligado... vergonhosamente interligado. Pra registrar um trabalhador no Brasil leva-se meses; na Nova Zelândia, dois dias.

 

O acesso a cultura não pode jamais ser limitado. A classe média caminha para definhar em nosso país se a coisa continuar assim. E somos nós, gente! Daqui a pouco ninguém mais pode adquirir nada tamanha a exclusão de consumo. Não se pode falar em inclusão se não se garante renda. E renda pra muito mais do que pra comprar CD, DVD e tênis da moda. Hoje é isso. Amanhã pode ser faculdade, curso de idioma e até comida. “Allons enfants de la Patrie...”



 Consumado por Daniel às 11:24:26 AM
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