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Oportunismo ou oportunidade?:
Antes de tudo: Quero dizer que há gente mau-caráter em todas as etnias.Todo mundo é gente. Os maus é que precisam ser combatidos. Tanto os racistas (covardes) como os oportunistas (igualmente covardes).
Ontem, dia em que se comemora o final da escravidão no Brasil houver vários protestos contra o fim do racismo. Mas essa coisa de resgate de identidade afro contra o chamado “eurocentrismo” na minha opinião já era. Muita gente usa a frustração do jovem negro pobre a seu favor com esse papo de identidade afro. Gente que não sabe sequer o que é Sahel ou então qual é a capital do Burkina Fasso e que vem me falar de resgate da cultura africana.
O resgate é da cultura nacional e dos valores de igualdade de condições para todos. Sistema de cotas uma ova. Todo mundo vai onde é mais prático. Porque será que não vejo pretos, brancos e amarelos lutando sempre por melhoria do ensino e sim por sistema de cotas? É mais fácil e mais conveniente tirar a vaga de uma pessoa mais bem preparada? Se a luta é por igualdade, porque não apresenta-la de forma que todos possam usufruir dela?
Como lei, o sistema de cotas mataria o Artigo 5o.. Como medida provisória, poderia cair a qualquer momento. Até meu cachorrinho sabe disso. Querer igualdade de oportunidades é uma coisa. Bancar o oportunista para atingir esse objetivo é outra totalmente diferente. Ainda mais num país ridiculamente racista como o nosso, onde o racismo é velado. Iam criar os mesmos guetos que existiram na África do Sul e que ainda existem nos EUA, isso é andar pra trás. O Brasil é um país muito miscigenado pra alguém vir falar de sistema de cotas. É maquiar o problema. Muito fácil.
Não sou contra a oportunidade para negros. Ou brancos, amarelos, azuis com bolinha roxa... Etnia é um grupo de indivíduos biológica e culturalmente homogêneos. Se temos características biológicas diferentes é prova de que Mendel estava certo. Culturalmente somos quase todos muito parecidos. A maioria de nós é cristão, falamos português e vivemos no Brasil em sociedade. As divergências são de região pra região, de pessoa para pessoa. Mas não há um local pré-definido para brancos, outro para negros e outro para amarelos. Senão não haveria negros ricos e brancos pobres.
O problema aqui é a concentração de renda da qual nem eu e nem quem me lê é culpado. É coisa de podero$o$. Amarelos, brancos e negros. A briga tá toda errada por causa dos oportunistas. Não é luta de etnia com etnia. Isso me faz rir... todo mundo é igual. A luta é justamente pelo contrário: pelo fim da desigualdade. Porque se eu for miserável eu serei vítima de racismo e o Pelé, não. Pra resgatar cultura é necessário estudo. Para haver estudo é necessário ensino de qualidade para todos. Sem a necessidade de já entrar na faculdade pelas portas do fundo já que pode entrar pela frente como qualquer outro.
Consumado por Daniel às 11:09:20 AM
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Variações e aglutinações:
Sabiam que a China toda segue apenas um fuso horário, o de Pequim? Imagina a confusão que isso não daria por aqui! Se bem que temos bem menos fusos horários do que a China. Mas por lá há casos de isso gerar diferenças de 4 horas em relação à Pequim. Da Rússia em um local onde for 4 da tarde, ao entrar na China em direção a Urumqi onde deveria ser 4 horas também, na verdade já é oito da noite seguindo o horário de Pequim. Mesmo que o sol esteja raiando no céu. Meio-dia em Urumqi, durante o inverno corresponde a faltar uma hora para o sol se pôr.
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Os Estados Unidos estão com um dilema: a NASA não sabe que destino dar ao jipe Opportunity... estão entre manda-lo ou não para uma cratera marciana de onde não conseguiria mais sair. A idéia é que entrando na cratera, ele teria oportunidade de identificar a presença de água no planeta vermelho. Não sei porque ainda essa obsessão, se os europeus já provaram que existiu água em Marte sem ter que enfiar a sonda deles em buraco marciano nenhum. E, por favor, alguém pode me explicar o que muda saber se houve ou não água em Marte? Houve é um verbo no passado... eu quero saber o que HÁ em Marte. Além de pedras marrons e crateras-devoradoras-de-jipes-americanos, claro.
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Um brasileiro chamado Ailton e outro chamado Dede, ambos grandes nomes do futebol alemão, foram convidados por 1,25 milhões de notas de um dólar a se naturalizarem quatarianos e defender a seleção do Qatar durante as eliminatórias e, caso classificados, no Mundial de 2006. A FIFA, lógico, proibiu antes que isso virasse moda entre seleções de países abastados de grana e fracos de jogadores. O Qatar, por exemplo, que mal aparece no mapa-múndi, nunca se classificou para uma Copa do Mundo mesmo disputando contra os Paquistões, Iraques, Vietnãs e Afeganistões da vida uma vaga. Não merecem.
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Ainda no futebol, dia 15/5 a FIFA escolherá a sede da Copa do Mundo de 2010. Concorrem apenas países africanos e entre os candidatos estão África do Sul, Líbia, Marrocos e Egito. Apesar da disputa estar indefinida é dada como certa a indicação da África do Sul como sede do evento, o primeiro nas terras povoadas por Cam. O caso é que o país de Mandela deveria ter sido escolhido para sede do evento em 2006, porém um senhor muito do esperto, delegado com direito de voto, absteve-se na eleição que escolheu a Alemanha para sede. Caso votasse na África do Sul, como havia garantido haveria empate. Imaginem quantas notas de um dólar não rolaram neste caso...
* * *
A concepção divina de bebês é tradição de muitos povos. Na Mongólia, os nirounes julgam descender de um deus que se transformou em raio de luar e penetrou na tenda de uma mulher, cujo marido, um guerreiro, estava ausente há dois anos. Dentro da tenda o raio de luz se transformou em um jovem de cabelos louros e olhos azuis. O marido acreditou na história. Seus descendentes, também.
* * * A Mongólia faz divisa com a China, mas tem vários fusos horários; as crianças loiras e olhos azuis não são comuns na Mongólia, nem na África e nem no Qatar, mas sim na Alemanha (embora o Ailton e o Dede estejam longe disso); a NASA não tem uma missão prevista para o Opportunity verificar se houve um deus lunar, nem que ele viva numa cratera sem volta ou os europeus descubram algo primeiro... a menos que vários milhões de notas de um dólar se façam presentes para isso.
Consumado por Daniel às 10:05:38 AM
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Monolito:
Dizem que um monolito é uma pedra de grandes dimensões ou um monumento feito de uma pedra só. Convivo com dois monolitos bem perto de mim. Um é a Pedra da Gávea, o maior monolito a beira mar da face da Terra. Lindo, imponente, dando boas vindas pra quem vem da Barra e boas compras pra quem vai pra lá. O outro é o blog de um pessoal muito talentoso que encontrei um dia enquanto fazia uma busca pela internet.
O primeiro continua lá servindo de rampa para asa-deltas. Sua grandiosidade e sua majestade inabaláveis. O segundo, o espaço onde escrevem Bill, Boto e Jabá sofreu uma pancada. Porque por ser uma pedra única de grandes dimensões eles têm a estabilidade garantida em suas fundações. Por representar um monumento feito de uma pedra só, qualquer arranhão compromete o arquivo histórico desse monumento. E o culpado disso, senhores é o administrador do blog deles: Weblogger.
Imaginem a seguinte situação. Um dia Deus deixa a Pedra da Gávea lá aos cuidados de algum querubim que nunca fez manutenção daquilo na vida e vai apenas manter a pedra onde ela está. Apenas isso. Tão e somente isso. Nada mais. Apenas precisa manter a pedra onde ela está. E esse querubim, mesmo assim consegue modificar o desenho característico da Pedra. Pior!!! Derruba suas fundações fazendo com que a Pedra da Gávea desmorone sobre São Conrado. E pra piorar imaginem que Deus tirasse o corpo fora e os anjos também. A metáfora é forte? O caso não deixa de ser sério, também.
O Weblogger conseguiu perder todos os arquivos do pessoal do Monolito. Eles só têm os textos ainda publicados na página. O resto vazou pelo ralo e a responsabilidade é do administrador de blogs do Weblogger. Imagina perder todos teus textos, todas tuas fotos publicas... tudo. Pra algumas pessoas que lerem não quer dizer nada, no dos outros é refresco... mas eu sei o quanto um texto pode ser importante. Não conheço pessoalmente nenhum dos escritores do Monolito mas me solidarizei por considera-los bons escritores. Sugeri que mudassem de servidor de blog e o mesmo sugiro para você que ainda está no Weblogger e está lendo isso aqui agora. Mas, antes, vamos atrás de saber o que houve com o template e com os arquivos de Bill, Boto e Jabá, primeiro impedidos de escrever e agora impedidos de lembrar.
Consumado por Daniel às 10:14:02 AM
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Lula e o álcool e os americanos:
Os reflexos da notícia de que nosso presidente é um beberrão já atingiram nossa economia. O presidente bebe e é o dólar que fica alto? Meu Deus...
Quando escutei na TV uma âncora de jornal dizendo “americanos dizem que o álcool é o problema de Lula” imaginei que se tratasse de uma notícia especulativa por causa do preço da gasolina e a gente já estivesse sendo sacaneando a não fabricar carro a álcool para a gasolina subir por aqui e uma galera da Texaco ganhar a grana. Mudei de canal. Tava rolando jogo da Série B, VT de Mogi Mirim x Avaí. Achei que era mais interessante.
No dia seguinte (domingo 9) fomos jantar na casa dos pais da Dani pra comemorar dia das mães e o pai dela me falou exatamente do que se tratava. Ah, como eu me arrependi de não ter ficado pra ver a matéria no dia. Dei muita risada... porque a coisa é tão absurda que você tem que rir mesmo. Qual vai ser a próxima vítima? Vão dizer que o Jacques Chirac mastiga de boca aberta ou que o Fidel Castro deixa cair sopa na barba dele? Será que o Kadafi peida quando dá risada? Ah, gente... um jornal como o New York Times tão interessado em parecer o maior expoente da categoria, cometer um ato de tablóide desrespeitoso desses??? Mas, não é a troco de nada, vejam:
O que acontece é que os americanos estão loucos pra entrar aqui. Malucos, alucinados com as riquezas da Amazônia brasileira. E a maneira deles nos intimidarem é essa. Dias atrás o Washington Post publicou uma matéria de capa onde dizia que nós não estávamos querendo abrir a usina de Angra para inspeção. Poderíamos estar fazendo armas nucleares de destruição em massa. Pouco antes ainda, o mesmo jornal criticava a postura do Brasil por ter realizado viagens diplomáticas para países ditatoriais e terroristas como Líbano, Síria, Egito e Líbia. Antes atacavam o José Dirceu e agora essa pra cima do Lula. Deixa o homem beber, ele é um ser-humano... se ele anda de skate, toca guitarra, bota boné do MST... deixa ele. Só queria que ele parasse de fazer cagadas governando porque aí sim me atinge.
Claro que a retratação será exigida por parte dos brasileiros, óbvio. Mas temos que criar e logo uma consciência de patriotismo neste país, pra gente seja levado a sério. Ninguém precisa sair nas ruas amanhã pra defender o direito do presidente beber as biritas dele. O que a gente precisa é acordar pra realidade: enquanto os americanos nos massacram desse jeito, a União Européia se rasga de elogios ao Brasil. E a quantidade de negócios com os europeus é menor do que com os americanos.Será que a gente prefere ser o alvo da piada do que ser ao menos tratado com respeito e olhar ao redor pra ver que está crescendo de verdade?
Consumado por Daniel às 10:22:38 AM
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Pra cá de Bagdá:
“Art. 142 - As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”
Bonito, não é? Está na “Constituição Federal de República Federativa do Brasil”. Por que esse trecho veio parar aqui eu explico agora: Violência no Rio de Janeiro. Aliás, violência na Zona Sul do Rio de Janeiro. Sim, porque como eu já me desgastei de dizer o que apareceu na TV acontecendo na Rocinha tem todo dia nos Bugui-ugui aqui do Rio.
A lei e a ordem estão tão abalados no Rio de Janeiro quanto está em São Paulo e em Recife, por exemplo. Aqui há essa visibilidade por haver grande concentração de equipes de jornalismo do País todo. Se a Globo fosse em Manaus, iríamos achar Manaus o pior dos pardieiros do mundo até irmos lá conhecer, porque toda notícia ruim de Manaus ia correr o Brasil. Mas o centro econômico é o eixo Centro-Sul e é aqui que entra o Rio de Janeiro.
Eu poderia perder linhas e linhas entrando em cada um dos assuntos que geraram a força da violência do Rio de Janeiro e nas outras grandes cidades dos países pobres: Segregação, população alienada, concentração de renda, hipertrofia do setor de serviços, imigração desenfreada e falta de urbanização. Mas hoje é dia de falar de exército nas ruas, politicagem e polícia.
A briga é nitidamente política quando se trata de colocar exército nas ruas cariocas. Fica de um lado o governo estadual e do outro o governo municipal igualmente populistas e contraditórios. Um diz “amarelo” o outro diz “verde”, um diz “Flamengo” o outro diz “Vasco”, um diz que precisa de Exército, o outro diz que não. Junte a isso o fato da população mais rica da cidade se sentir ameaçada com a proximidade da Rocinha e o fato de ser ano eleitoral e pronto: eis a receita para chegarmos a situação atual sem prévia votação no Congresso.
A polícia do Rio é a mais bem treinada do Brasil. O que falta é incentivo para aumentar o contingente e o trabalho voltado para ser-humano policial, além dos equipamentos. A auto-estima do policial deve ser trabalhada ao invés de transformá-lo em propaganda ora positiva, ora negativa nas mãos de governantes. Exército nas ruas? Tudo bem... mas não pra passar a impressão de que Bagdá é aqui como querem os políticos opositores. Militares têm que ficar? Que seja, mas por um tempo até a polícia se acertar (depende de política e não dos homens de farda).
Depois, todo mundo de volta pro quartel.
Consumado por Daniel às 10:59:06 AM
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