E pro cinema, nada!?:

Nem só de filmes catástrofes e comédias clichês vive o cinema. Todos sabemos da força que exerce o roteiro sobre filmes de terror. Se atualmente a safra desses filmes não tem sido muito boa, nas décadas passadas todo mundo tinha aquele seu favorito neste gênero. O assunto explorado também revela que essa parte da indústria do cinema se preocupa em seguir padrões pré-estabelecidos para que algum filme faça mais ou menos sucesso; ora a vertente é a religião, ora são as lendas urbanas e mais atualmente, espíritos atormentados buscando ajuda. Esses últimos, seriam mais humanos não fossem cruéis ao ponto de matar quem os tenta ajudar.

 

Alguns dos primeiros filmes de terror mais famosos foram “O Gabinente do Dr. Galigari”, “Metropolis” e “O Vampiro de Dusseldorf”, todos retratando a época do cinema expressionista, principalmente alemão. Em seguida foi que a indústria americana assimilou esse nicho comercial a seus títulos. Os primeiros foram “Drácula”, “Frankenstein” e “O Monstro da Lagoa”. Nunca os vi. Por isso vou traçar uma elipse de tempo e chegar aos mais famosos da atualidade ou de um passado próximo. Aqueles do tempo em que a gente era mais novinho e que escutava histórias de arrepiar os cabelos.

 

É o caso de quatro filmes em especial: “Poltergeist”, “O Exorcista”,  “A Profecia” e “O Iluminado”. Sempre tem alguém que se pela de medo de um desses aí. O corajoso que vos escreve, por exemplo, só assistiu do começo ao final “A Profecia” e acho que algumas de suas continuações. “Poltergeist” eu parei na seqüência da menininha descendo as escadas, “O Iluminado” eu ainda quero ver e “O Exorcista” não sai da locadora por minha vontade, nem por um decreto. Considero esses filmes mais elaborados, com alta dose de verossimilhança e extremamente densos. Se fossem escritos sob uma ótica atual seriam caricaturados demais em função da nossa realidade de mundo.

 

Já os filmes de Alfred Hitchcock estão na modalidade dos filmes de terror que eu gosto mais. Eu assistiria mais a filmes do Hitchcock não fosse a falta de cérebro de locadoras de VHS de onde eu morava. Cheguei a assistir “Os Pássaros” e comecei a ver “Janela Indiscreta” e como vêem, minha cultura “hithcoquiana” é assim tão vasta quanto o vocabulário da Carla Perez. Mas conheço histórias de sonorização para dar mais ênfase a grandes cenas, como a do banho em “Psicose”, última grande cena clássica antes da bicicleta do ET.

 

Dos mais atuais destaco dois filmes ingleses: “O Jogo dos Espíritos” e o formidável “Extermínio” que é um dos meus filmes de cabeceira. Também gosto muito de “A Bruxa de Blair”, “Os Outros”, “Ecos do Além”, “Olhos Famintos” e “O Chamado”, esse último com a seqüência mais forte deles todos que é a do filme de poucos minutos que mata quem o assiste. É mudo, em preto e branco mas é uma obra de arte no objetivo de despertar catarse de aflição em quem assiste. Eu destacaria “Stigmata”, mas eu o considero mais um filme religiosos e de aventura.

 

Pra dar aquela respirada no final da sessão, que tal um “Todo Mundo em Pânico” pra quebrar o gelo? Sim porque esse é o outro grande segredo para assistir filmes de terror sem ficar pensando no assunto demasiadamente depois. Uma comédia bem escrachada para ser vista logo depois que as letrinhas começarem a subir nos créditos do filme obscuro. 



 Consumado por Daniel às 10:08:39 AM
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Silenzio; no hay banda...

Morreu o último grande nacionalista: Leonel Brizola.



 Consumado por Daniel às 10:12:53 AM
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O quase-documentário sobre o Coisa-ruim:

Como pretenso roteirista de documentários que eu era, juntei-me a um amigo chamado Rodrigo para podermos desenvolver algum curta ou coisa assim. Pensamos em vários assuntos e chegamos até a discutir alguns de modo mais sério ali no barzinho da Fundação Cultural de São José dos Campos. Foi quando eu joguei no ar a idéia de escrevermos sobre o livro de São Cipriano.

 

Para quem não sabe segue uma breve explicação a respeito do santo: São Cipriano antes de se converter ao cristianismo, era um pagão e feiticeiro. Em seu livro ele ensina algumas feitiçarias como a famosa “Oração da Cabra Preta”, disponível na internet para os curiosos de plantão. Qual a verdadeira diferença entre os dois livros eu realmente não sei. Mas ficamos instigados a escrever sobre o assunto. Como não tínhamos dinheiro para adquirir o livro novo, o Rodrigo sugeriu que fossemos buscar em sebos. E foi aí que a coisa começou a tomar ar interessante.

 

No dia em que resolvemos sair e procurar os sebos, tomamos o rumo do mais conhecido de São José na época: o Alfarrábios. Lá havia um volume por $15,00 mas estava todo ferrado, sem capa preta ou de aço. Resolvemos caçar na rua que se seguia ao sebo. Chegamos a uma banca de revistas dessas que revendem Playboys usadas. Quando perguntamos ao dono da banca sobre o livro, ele só faltou nos encher de porrada. Saiu muito nervoso e dizendo para que não mexêssemos com isso. Quando paramos na segunda banca, porém, perguntamos do livro o dono foi todo solícito e acabou não por nos mostrar o livro de São Cipriano, mas por se revelar um satanista ou pelo menos um curioso dessa arte. Abriu um baú no fundo da banca e foi nos mostrando artigos que ele tinha. Foi engraçado imaginar que na mesma rua viviam os dois extremos da questão...

 

Hoje fazendo uma pesquisa vejo o quanto deixamos de pesquisar sobre o assunto. Descobri um sáite do CACP que fala a respeito do Satanismo. Para que o assunto possa ser debatido de maneira mais densa, seria interessante que vocês, leitores, visitassem a página e lessem um pouco a respeito. Lá há as declarações satânicas, os nove pecados do satanismo (tais quais estupidez, pretensão, conformidade e falta de estética), a teologia satânica e seus feriados, os rituais e cerimônias e as regras de comportamento (tipo “façam aos outros como eles fazem a você” ou “os membros cometem com alegria os sete pecados capitais do cristianismo”)

 

Claro que a conclusão deles é a mesma que qualquer pessoa teria: o satanismo visa o consumismo. E também é interessante levar em consideração que essa prática, nós ocultamos por querer da sociedade. É, do meu ponto de vista, algo que preferimos não saber que existe e criar um tabu sobre o assunto. Da mesma maneira que isso põe um ponto final sobre o assunto, cria a oportunidade para em nichos imperceptíveis algumas pessoas simpatizarem com tais ritos e ideologias. O que é um absurdo pela maneira como o adepto dessas práticas deve se comportar.

 

O documentário não saiu (não ainda...). Nem tivemos coragem de procurar um templo para ver do quês e tratava...  mas e você? Você teria?



 Consumado por Daniel às 09:36:04 AM
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Histórias de fantasmas:

 

Aos meus poucos e fiéis leitores, meus respeitos por terem esperando essa semana sem minhas atualizações. Em algumas páginas ainda saí de meu auto-exílio para comentar. Sem desmerecer aos demais. Foram as que estavam mais perto do mouse na hora. Mas enfim, espero que todos tenham tido uma semana e tanto.

 

Aqui foi tudo bem. Vejam que resolvi mudar o desenho do blog e tudo... Bem, estou de volta.

 

A semana que passou na verdade foi um tanto quanto embasada em assuntos sobrenaturais aqui em casa. Histórias de fantasmas... na internet, na vida real; lendas, realidades? Quem sabe...? Eu respeito muito isso tudo e digo a vocês que realmente é algo que me fascina tanto quanto me apavora.

 

Quantos de vocês tem uma boa história de fantasmas para contar? Acredito que a maioria dos meus leitores. Eu tenho várias e a semana vai ser dedicada ao sobrenatural... filmes, contos e lendas. Pra quem acha um assunto bobo, aconselho a rever o ponto de vista. Desde que o mundo é mundo sempre tem muita gente atrás do sobrenatural.

 

A idéias surgiu (acreditem) com um joguinho inocente de Flash da internet. Então a Dani e eu fomos caçar fantasmas em todos os cantos internet; na vida real é realmente muito mais simples. Mas as pesquisas são mais... digamos... seguras por aqui mesmo pela internet. Achamos contos e mais contos; fotos e mais fotos (quem não caiu pra trás com aquela foto da menina da Indonésia quando viu pela primeira vez?) e também algumas mentiras e outros tantos fatos inexplicados. Foi uma busca pra lá de interessante e sabemos que foi apenas o embião do pano pra manga que esse assunto pode dar. Poderia escrever um blog apenas sobre isso.

 

Será o assunto dessa semana e espero que embarquem nessa também. De repente sou mais medroso que a maioria de vocês. Eu deve ser tipo o Salsicha do Scooby-Doo. Se bem que nem pra isso eu devo prestar muito, já que o Salsicha justamente por ser como é, é o que primeiro encontra os fantasmas. Bem, vamos ver no que dá.



 Consumado por Daniel às 10:26:23 AM
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