Gincana julina:

Eu vou publicar mais do que um post nessa sexta-feira. Na verdade eu vou procurar polêmica e vou buscar o público teen de um modo geral para o meu blog. Vou fazer uma divulgação trash proposital para ver o que vai aparecer de gente visitando meu blog através de pesquisas de sáites de busca. Acho legal divulgar o blog nesses serviços mas é muito engraçado como as pessoas acabam chegando até mim. Dia desses veio um com a pesquisa “satanismo Manaus”. Eu, hem!

 

Pois muito bem. Vamos ver até onde eu consigo chegar com alguns termos de pesquisa jovem na internet. A gente poderia até organizar um bolão pra ver qual pesquisa vai ser mais procurada e chegar até aqui. Serão oito concorrentes:

 

O primeiro é: Fotos da Marcela (Mama do BBB4) pelada na Revista Sexy.

O segundo é: Como terminar o Viridian Room e o Crimson Room.

O terceiro é: Fotos de homens sarados pelados.

O quarto é: Fotos da Juliana Paes (a Jaqueline de Celebridade) pelada na Playboy.

O quinto é: Terrorismo na Disney dos Estados Unidos da América.

O sexto é: Homem-Aranha 2 grátis.

O sétimo é: Olimpíada de Atenas 2004.

O oitavo é: Terminar com o namorado.

 

Façam suas apostas! E não vale ficar roubando o final de semana todo entrando na que apostar, hem!!! *rs. As apostas terminam 12 horas depois da publicação desse post.

 

Na segunda-feira a gente vê quem ganhou. O vencedor ganhará do blog Walk On o direito de visitar inteiramente grátis as fotos de qualquer cidade do mundo na busca de imagens do Google. Até segunda-feira!


O caso do fotoblog é um pouco mais complexo. Prá variar eu me meti em roubada... o sáite onde fica hospedado meu fotoblog está fora do ar para quem não é cliente "Platina" eu acho. É uma dessas designações que estão na moda em bancos exclusivos. Claro que pra chegar a banco falta muito a esse provedor de fotoblog. Mas no calote eles já estão craques.



 Consumado por Daniel às 09:36:20 AM
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Desarmai-vos:

Da mesma maneira que os anos de ditadura serão lembrados como os “Anos dos AI”, os anos Sarney serão eternamente lembrados como os “Anos dos Gatilhos”, os anos Collor como os “Anos da Frase-de-Camiseta” e os anos Fernando Henrique como os “Anos Medidas-Provisórias” o governo atual parece que já caminha para ser conhecido como “Anos de Estatutos”, no futuro. Falemos subjetivamente sobre o assunto de um deles: o do desarmamento.

 

Estava vendo ontem na televisão que o governo vai pagar uma indenização para as pessoas devolverem suas armas. Varia entre R$ 100,00 e R$ 300,00 o valor a ser pago de indenização. Eu acho pouco para um governo que perdoou uma dívida de 150 milhões de reais da Bolívia. Já que estamos perdoando dívidas porque não indenizar dignamente quem quer devolver suas armas? Ao invés de R$ 100,00 por uma pistola que vale quase seis vezes mais, que tal quitar as dívidas dessa pessoa com organismos federais no valor de R$ 500,00? Ou créditos de IPTU ou descontos de luz, gás, comida? Já que não há cash, que o caminho seja esse. Uma vez que estamos esbanjando e perdoando dívidas, porque não?

 

O Estatuto do Desarmamento, prato cheio para as Escolas de Direito, foi regulamentado agora, no início de julho e tem como alguns de seus principais pontos o aumento da idade mínima para aquisição de armas que passa de 21 para 25 anos e mesmo assim com comprovação de habilidade e física e psicológica e a pena que variará de quatro a dez anos de reclusão pelo tráfico internacional de armas. É óbvio que ele tentou ser barrado de todo jeito pelo chamado lobby dos fabricantes de armas, mas de um jeito ou de outro, saiu. Mesmo com todo o interesse comercial já que o governo vai ficar mais linha dura com um comércio que já gerou lucros líquidos de até  R$ 50 milhões para uma única empresa.

 

É um absurdo que existam pessoas interessadas em atrapalhar a aprovação de um documento desses. O Estatuto do Desarmamento, assim como os demais Estatutos deveriam estar implícitos na mente e no bom-senso social. Já que foi necessário chegar a esse ponto é porque também houve muitos erros passados e o constante aumento do tráfico de drogas e armas. Se estamos brigando hoje para que o cidadão comum entregue suas armas é porque algumas pessoas viram nelas a saída para se defender da ausência do Estado e passar segurança a seus familiares. O que acontece na realidade, é fácil de se perceber quando abrimos o jornal e mais um acidente aconteceu.

 

Além do Estatuto é mais do que necessário que haja infra-estrutura em áreas precárias onde impera a lei dos traficantes, grandes antagonistas dessa situação. Um povo desarmado e com a cultura banal da violência em seu quintal não pode se sentir acuado. A arma que antes fazia ele se sentir mais forte tem que ser substituída por instrumentos que mantenham e fortaleçam suas crenças de que foi melhor devolve-la. Não acredito que muitas pessoas irão devolver suas armas por causa de campanha de novela. O povo não quer favores, quer dignidade. Ninguém normal se arma sem considerar aquilo necessário. Há que se analisar a coisa de maneira geral: onde vive e como vive determinada população. Feito o estudo e com a aplicação eficaz do Estatuto, aliada a verdadeira compensação financeira, aí sim o cidadão de bem vai se sentir mais seguro e o tráfico de armas vai ser muito mais dificultado.



 Consumado por Daniel às 10:30:33 AM
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O pobrêma da cultura:

Alguns dos últimos posts dos blogs do MaC, da Jules, da Luna e do Ahemis falam sobre literatura. Alguns, diretamente e outros de forma complementar a uma idéia. Porém retratam em termos gerais o mesmo problema: o brasileiro é um povo que lê pouco. E é um povo que lê pouco porque ganha mal, porque é domesticado e porque vive sob a égide do individualismo. Lei de Gérson, para os íntimos.

 

Façamos uma lista de cinco livros internacionais muito bons: “O Chão Que Ela Pisa”, “Ensaio Sobre a Cegueira”, “Cem Anos de Solidão”, “O Processo” e “O Velho e o Mar”. Sua lista pode ser diferente, claro. Por esses cinco livros é necessário desembolsar R$ 199,40. Representa 76% do valor de um salário mínimo. Agora o mesmo com cinco livros nacionais: “Grandes Sertões: Veredas”, “Vidas Secas”, “Budapeste”, “As Mentiras que os Homens Contam” e “A Casa dos Budas Ditosos”. Tudo fica por R$ 161,90. Equivale a 62% do salário. É possível que um povo que ganha como a gente ganha possa adquirir cultura por um preço desses? No sáite Amazon.com, “Cem Anos de Solidão” é vendido por US$ 12,60. Dá R$ 39,09 com dólar a R$ 3,10. A edição brasileira custa R$ 39,90. Mas eles ganham em dólares e ganham muito bem.  “O Chão Que Ela Pisa” é encontrado por R$ 34,10. No Brasil, R$ 57,00. Reflitam.

 

É revoltante. É um dado que serve como denúncia. Nós somos educados para aceitar ser subservientes a uma ordem estabelecida. Somos um povo que vive de favores para não ver muita coisa acontecer. Só quando somos obrigados pela escola, lemos. Não há um hábito, não é parte de nossa cultura do comodismo e conformismo. Somos alienados e dependentes do próximo capítulo da novela e da próxima rodada do campeonato. Que eles existam sim, mas que seja algo acessório e não indispensável. Na Argentina 66% dos domicílios têm TV por assinatura. É acessível ao povo e o povo não se rende ao lixo da programação aberta. Aqui é caro. Só 5% do Brasil usa o serviço. Isso coloca 142,5 milhões de pessoas reféns de Leão Lobo, Claudete e Pokemóns todos os dias, dia após dia.

 

Nossa educação pública eficiente foi trocada por uma que é do jeito que os credores querem. Assim perdem todos, menos os donos do dinheiro. Ninguém vê nada. Todo mundo só pensa em si. A troca de favores impede o início do efeito dominó na pouca vergonha que é a nossa iniciativa cultural. E em todos os demais meios também. Ninguém nem sabe quem é Guimarães Rosa, no futuro pode não saber quem é Chico Buarque e Caetano Veloso. Ninguém sabe nem com quais países da América do Sul a gente não faz fronteira e há quem não localize a América do Sul no mapa. O povo é do jeito que os magnatas querem. Os magnatas dão as migalhas que o povo quer e pronto. Se falar em sebo, é capaz de acreditarem que é comida.

 

É por isso, MaC, que a literatura perdurará como monopólio; por isso Jules, o povão não gosta de ler (é acomodado); por isso Luna, as escolas não sabem tratar a questão da literatura como prazer e por isso Ahemis, que somos extremamente inocentes, mas uma inocência que culmina na burrice e jamais no aprendizado. Temos uma cultura literária muito foda, mais relevante que em muitos outros países do mundo... mas continuamos lendo “Contigo!”.



 Consumado por Daniel às 10:36:14 AM
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Sanfermines:

Nunca conheci nenhum Firmino. Quer dizer, na verdade só conheci dois na minha vida toda. Um tio distante da minha mãe e o porteiro da novela Carrossel. Depois disso, nenhum outro Firmino cruzou o meu caminho. Não sei se o nome não é tão popular ou se eu é que sou mal relacionado... há algum jogador de futebol relevante que seja Firmino? Algum líder político ou cantor de banda de rock conhecido? Não conheço quase nenhum Firmino.

 

Firmino é diminutivo de Firmo. Um pai chamado Firmo pode ter dado esse nome ao seu pimpolho. E foi exatamente isso o que aconteceu em Pamplona no século IV. E o menino Firmino virou São Firmino e ganhou uma festa na cidade natal. Uma cidade muito bonita por sinal. Localizada no norte da Espanha, local de conflitos e de cidades como Bilbao e Vitória que compõem o País Basco. Um lugar que almeja independência por conta de sua identidade nacional diferenciada dos espanhóis.

 

É nesse cenário que acontece a festa de São Firmino. O ponto alto da festa, para quem não sabe, é quando a multidão corre pelas ruas de Pamplona fugindo de touros que estão maluquinhos para distribuir chifradas. A parte alta do evento é o momento em que o touro pega alguém e lhe dá alguns hematomas onde pode-se ler “lembrança de Pamplona”. É um souvenir disputadíssimo. Aí toca o povo ficar açoitando os touros e leva-los até a Arena municipal. Cá entre nós, quem precisa de futebol depois de um dia na festa de São Firmino???

 

É realmente espantosa a diferença cultural entre espanhóis e bascos: os espanhóis profissionalizaram a tourada e o evento é parte da cultura hispânica. Os bascos, um tanto quanto mais lerdos, ficam correndo pelas ruas fugindo dos ruminantes. Se bastasse a burrice, os espanhóis poderiam ter dado a independência ao País Basco. Aliás, poderia logo manda-los para Marte. Eles são duas vezes imbecis: a primeira pela organização de uma tourada; a segunda pela maneira como a organizam. E parece que gostam de tomar chifradas. Ou seja, triplamente imbecis.

 

Pobre São Firmino. Morreu no século IV e 1200 anos depois, quando foi ganhar uma festa de sua cidade, recebe uma corrida de touros pelas velhas ruas de Pamplona. Talvez por isso ele seja impopular e eu conheça poucos Firminos. O certo é que já que a festa existe, tomara que os touros sejam sempre mais felizes que os bascos. E mesmo na Espanha, que o toureiro sempre se desconcentre e aprenda a nunca mais se meter nem com um bezerro. Até vaquejada e rodeio eu recrimino. Acho uma diversão ridícula, própria de uma população que necessita provar sua masculinidade a cada segundo e cujo cérebro caiu da cabeça e foi parar no calcanhar. No lugar é bem capaz de ter nascido esterco bovino.



 Consumado por Daniel às 11:44:28 AM
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A juventude é uma banda:

O sujeito chega em um quiosque de uma praia qualquer da costa atlântica da África. Pede uma cerveja Nova Schin e o atendente do tal quiosque mais algumas outras pessoas que ali estão dizem pro rapaz que só tem no bar da frente. Olhando à sua frente nosso amigo só vê o mar e se arrisca numa travessia oceânica até o Brasil onde consegue beber a cerveja que queria. Essa é a nova campanha da Nova Schin e os consumidores devem estar dando graças ao final da era do acéfalo "Experimenta!" ou daquele fanho sem graça do "Mulhegada". Aquele comercial parecia o prenúncio do apocalipse.

 

Gostaria de indagar os publicitários e estudantes de publicidade que lêem o meu blog por respeitar primeiro as pessoas e depois o curso que escolheram fazer: há alguma aula, nem que seja umazinha só que ensine a "Teoria da Propaganda para Público Imbecil"? É lícito que pessoas que não sejam formadas em Publicidade e Propaganda ou em Marketing escrevam comerciais? Isso é comum de acontecer?

 

Vou me limitar aos intervalos comerciais de cerveja mas não vou deixar de citar os de alguns outros produtos. Cerveja é vendida para o público jovem, acredito que as pessoas entre 18 e 35 anos sejam o principal alvo das campanhas desse produto. A questão é saber se quem escreve as campanhas está imaginando que vivamos mesmo em tal estado de "ingonorânssia" que seja necessário fazer nossos pós-adolescentes engolirem coisas como "Ilha Quadrada" ou "Na Na Na Na!" Somos seres tão limitados assim, capazes de engolir uma besteira dessas (com o perdão da ambigüidade).

 

Publicitários brasileiros interessados em fazer uma campanha para um público entre 16 e 27 anos, eu acho, inovaram na questão do nonsense e foram tão elogiados que sua campanha toma forma de internacional para uma empresa de celulares. Refiro-me ao comercial da Nokia onde um sujeito desde que nasceu só anda para trás e outro acredita ser invisível, porém o celular Nokia os surpreendem em determinadas ocasiões. É uma das maiores sacadas do mercado desse início de século. Também muito boas são as campanhas da MasterCard, principalmente a dos presidiários quando o cara foge da prisão simplesmente para pegar a bola que caiu do lado de fora das muralhas. Mas não sei se é uma campanha nacional. Sei que não desrespeita a minha (pouca) inteligência.

 

E que me deixa mais confuso é que em determinada época cada uma das empresas de cerveja já fez uma propaganda muito boa não faz muito tempo. A Skol tinha a do cara que era condenado a morte mas mesmo assim queria uma Skol. A Brahma tinha o No. 1 e depois a Tartaruga (que, para época foi um coelho na cartola) e a Antártica, antes de o Seu Pirú se vestir de Nostradamus, tinha uma campanha muito boa que contava com o Matheus Naschtergale. Não podem ter emburrecido assim, de repente. Talvez a juventude sim...



 Consumado por Daniel às 10:06:09 AM
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