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Inri Cristo:
Ele é polêmico, ele é excêntrico, ele é concentrado e o melhor: ele dá Ibope. Estamos falando de ninguém, ninguém menos do que de Inri Cristo, o homem que diz ser a reencarnação de Jesus Cristo para a nossa era. Há algum tempo que eu venho querendo escrever sobre ele mas nunca sabia como. Sem querer desmentir ninguém fui estudar um pouco sobre o homem.
Inri Cristo (o nome Inri vem do título de rei dos judeus dado por Pilatos quando de sua crucificação) é catarinense, tem 56 anos de idade e vive em Curitiba. Entre suas façanhas ele conta com expulsões de países como Paraguai, Venezuela e Inglaterra e França e o banimento por parte dos Estados Unidos. Além disso, há 22 anos entrou um uma missa em Belém do Pará e vociferou contra a Igreja Católica ato que culminou com sua subida ao altar para arrancar a imagem de Cristo na cruz. Além disso instituiu a Nova Ordem Católica em substituição à Igreja Católica, tudo isso dentro da Basílica de São Pedro. Como estudioso ferrenho da Bíblia classifica todas as suas ações como justas e necessárias para o cumprimento de passagens dos Evangelhos.
Em vários sáites e blogs por aí Inri Cristo é tido como maluco, mentiroso, anti-cristo, salvador, herege, messias. Tudo ao mesmo tempo. O certo é que se o Papa é pop, Inri Cristo parece ser ainda mais para nós brasileiros. Ele aparece em toda categoria de programas, desde o Jô Soares até Ratinho. Desde “Isto É” até “Contigo!”. E tudo por conta de sua convicção em se dizer a reencarnação do filho de Deus. Em entrevista já disse até que se encontrou com a reencarnação de Judas, na França. Inri é praticamente uma figura como Che Guevara. Ele seria o oposto do Che porque gostar do primeiro é “in” e falar de Inri Cristo é “out”, é coisa que beira a falta de educação. Não concordo. No que eu acredito é que cada um segue o que diz a própria consciência e a moral. Não é porque estou falando de Inri Cristo aqui sem criticar sua postura, que eu esteja do lado dele. Tento trazer a discussão acima do caráter dogmático de que o Cristo não poderia ser um homem que vai à programas de televisão. E no mais, ele faz interpretações da Bíblia que deixaria muita gente de cabelo em pé. E Cristo por Cristo, Jesus em sua época também foi humilhado ao se proclamar o Filho de Deus.
Inri Cristo conseguiu o que queria: chamar a atenção. Iuri Thais (seu nome antes da conversão) foi um menino problemático que seguiu o “chamado das vozes” e atingiu o objetivo que queria. Sem contar que é antes de mais nada um tremendo gozador. Em entrevista recente no programa da Luciana Gimenez, disse para o neo-pentescostal Jesse Valadão: “Que saudade daquele Jesse Valadão que bebia todas!”; para o Padre Quevedo, quando este o desafiou a entortar seu dedo, Inri respondeu “Eu sei onde o senhor anda enfiando esse dedo. Que vergonha, um homem nessa idade!”.
Se é Cristo ou não, o certo é que Inri ainda precisa fazer muita gente acreditar nele. Por hora é um Walter Mercado, uma Mãe Dinah que teve bem mais do que seus quinze minutos de fama e que dá ibope em qualquer programa que vá. É no mínimo um showman e já realizou alguns milagres da ressurreição (do Ibope) em vários veículos de mídia do Brasil e do mundo.
Consumado por Daniel às 11:33:07 AM
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Jogos de Atenas:
Hoje eu tirei o dia para pensar no porque eu ficarei horas assistindo as competições olímpicas que em menos de três semanas estarão invadindo a minha televisão. Cheguei a conclusão de que de forma nenhuma as Olimpíadas causam em mim o mesmo que as Copas do Mundo. Quem nunca me viu em época de Copas do Mundo não sabe... mas eu fico vendo e vendo e vendo e vendo, perco o controle. Se eu pudesse acompanharia de perto a fase preliminar das Eliminatórias da Oceania. Já com os Jogos Olímpicos eu não me afeiçôo tanto. Tanto faz, como tanto fez.
Claro que existem os momentos engraçados. Imaginem ficar duas horas narrando uma maratona ao vivo? Daqui de casa vai sair muita risada da falta de assunto. E os comentaristas que entendem até de badminton? É engraçado. Antigamente ainda tinha aquele gostinho de torcer contra o mais forte. Em 1992 a torcida era contra o time masculino de basquete dos Estados Unidos; em 1996 contra o time feminino de vôlei de Cuba. Em 2000 não havia uma grande potência de esportes coletivos. E tudo começava muito tarde pra assistir. Dessa vez a imbatível é a nossa seleção masculina de vôlei, o que me força a torcer a favor. Que bom.
Outra coisa que eu acho engraçada em Jogos Olímpicos é a nossa capacidade de transformar em heróis pessoas de esportes que ninguém nem acompanha, nem sabe as regras e que são simplesmente impossíveis de se vibrar assistindo. A Daiane dos Santos, por exemplo... como ela ganha pontos? É o número de mortais? É a nota por manobra difícil? É o carisma? E o Robert Scheidt? Quanto vale uma regata, alguém sabe? E mesmo que saiba, alguém aí fica de verdade assistindo competição do mundial de vela? Mas nessa época do ano eles são valorizados. É como em filme de ficção quando um herói some para surgir a cada quatro anos. E ai de quem não ganhar!!! Medalha de prata aqui é ofensa.
Nada porém, na minha opinião, supera a entrada das delegações de Nauru, Mongólia, Tonga, Afeganistão, Burundi e Togo e adjacências. Eu vibro quando anuncia-se algum desses países no Estádio Olímpico na cerimônia de abertura. Pra mim esses são os esportistas realmente que se superam. O cara sai lá da putaquepariu, sem patrocínio, sem tênis, sem comida e sem nada e consegue ou índice ou convite do COI. Não interessa. Já fez mais do que todos os americanos juntos pra mim. E aí conclui-se que a minha noção de citius, altius e fortis é uma verdadeira negação. Está em mim querer tirar até as mínimas lógicas de sua ordem. Senão não tem graça e eu não assisto.
Conclui que com certeza quero ver a cerimônia de abertura e os jogos do vôlei masculino. Dos outros esportes só quero ver quando for valer medalha.
Consumado por Daniel às 11:12:55 AM
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Perdido no tempo:
O enredo da novela das 8 da Globo está meio fora de esquadro e os mais atentos já devem ter percebido isso. Não quero jamais virar crítico de novela aqui no blog... mas é que é um absurdo a elipse de tempo proposta pela novela. Já vinha acontecendo antes. Mas dessa vez está tão evidente e tão equivocada que mereceu a minha atenção especial por aqui.
Pra quem não acompanha segue o roteiro da trama principal: uma retirante nordestina foge da seca no sertão e vem viver no Rio de Janeiro. Aqui chegando ela depara com o estopim da revolta contra o Ato Inconstitucional 5, em 1968. Durante os confrontos de rua ela tenta proteger os cinco filhos (quatro meninos e uma menina de colo) da confusão. E o bebê é raptado por uma vilã má, suja, vil e cruel. Ó. Passam-se os anos e lá está aquela nossa heroína do agreste, agora uma bem sucedida comerciante da Baixada Fluminense. Sua missão na terra: reencontrar a sua filha perdida há anos.
A filha será interpretada por Carolina Dieckmann. O evento em questão aconteceu há 36 anos. Alguém acredita mesmo que ela possa aparentar essa idade? E ainda que fosse esse o caso, um dos filhos é interpretado por Dado Dolabella... o personagem deveria ter uns 40 anos, mas é garotão. Aliás, passa essa imagem. Puxa que erro, hem...
Vamos considerar que a história se passe então em... 1988. Mas, opa! Como pode em 1988 ter carros tão modernos como os que tem na trama? E o linguajar? E a tecnologia? E o Botox??? É... tem alguma coisa errada aí.
O mesmo já vi acontecer no filme “Carandiru”. A história, baseada no livro “Estação Carandiru”, narra o massacre ocorrido em 1992 na penitenciária. Mas o pôster do Corinthians em uma das celas tem já a estrela de tri-campeão brasileiro; o carro em uma cena que seria flashback de 1987 tem placa cinza já. E o escudo do uniforme da seleção brasileira tem quatro estrelas!!! Em 1992!!! É... aí complica.
Claro que fidelidade neurótica é maluquice também. Mas a obra deve respeitar momentos marcantes recentes da história pelo menos e guardar o máximo da verossimilhança que puder. Senão é pobre, é errada, é confusa... os artistas se perdem dentro do enredo. Uma coisa pode porque tinha na época e outra não. A validade tem que ser para os dois. Em tramas de época ninguém vê um Toyota Corolla ao lado de uma fazenda do século XIX. Porque haveríamos de engolir então um carro desses ali, no final dos anos 80?
Claro que a maioria das pessoas que assiste pouco se importa com isso. O importante é que no final a Suzana Vieira fique com a filha dela e foda-se a verossimilhança. Mas que continua sendo uma coisa muito confusa, isso continua.
Consumado por Daniel às 09:31:58 AM
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Final do Bolão e Denúncia:
Hoje, aniversário de São José dos Campos, a 11 de setembro das cidades brasileiras, divulgo o resultado final do bolão dos sáites de busca: Gostaria de revelar meu espanto com o campeão. Em um ano de zebras (Grécia, Once Caldas, Santo André, Ilhas Salomão, São Caetano e Brasil-B) porém, não poderia esperar outro resultado. Meu favorito era "Atenas 2004", mas só teve uma busca com esse destino. O placar final e surpreendente foi esse: 1o. Homens Pelados 6pts; 2o. Viridian Room 4pts; 3o. Marcela BBB4 4pts; 4o. Juliana Paes 1pt; e 5o. Atenas 2004 1pt.
Os demais concorrentes sequer somaram pontos. Quem votou em "Homens Pelados" venceu. Eu, com isso, apenas atraí alguns pervertidos para meu blog mas, já estou empenhado em esterelizar a todos eles. E com isso, além de sujeitar meu blog ao público mais clichê da internet, consegui provar em partes no que a geral está interessada.
Mudando de assunto, dêem uma boa lida nesse artigo e me digam se não é uma vergonha saber disso e me digam também se não revolta saber disso em um país terceiro-mundista indo pra quarto como o nosso:

Consumado por Daniel às 10:05:55 AM
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Ô, vó!:
Eu tinha tantos assuntos que poderiam ser tema do post de hoje mas... hoje é dia da vovó. E aí eu parei pra escrever sobre a minha vovó Josefa e (por que não?) da minha vovó Adelaide e também a vovó Benedicta que não conheci. Avó é mãe duas vezes e é justamente essa multiplicação que faz ela ser mais doce porém não menos enfezada. Mas pra se dobrar uma avó é tão fácil que ninguém quase tem coragem. São tantas histórias e tanta experiência de vida que antes de a gente reagir lá está ela dominando a situação. Ora, bolas! Foi por causa dela que minha mãe teve juízo pra me conceber.
Minha avó Adelaide veio de Portugal, da região de Coimbra e se instalou na Bahia, Ilhéus. Com meu avô (que sequer o nome conheço) veio para o Rio de Janeiro e ajudou a criar meu padrasto (que chamo de pai) e minhas duas tias. Viveu no bairro da Tijuca e por conta da influência lusitana dela é que hoje eu torço pelo Vasco da Gama. Minha outra avó paterna (de meu falecido pai) era dona Benedicta, casada com um herdeiro dos grandes bandeirantes da região paulista de Itu, meu avô José. Também dela pouco sei dizer a respeito. Não a conheci viva e devo ter visto uma ou duas fotos dela na vida toda. Meu pai nasceu em 1928... o que faz minha avó ser da entrada do século. Eu nasci longe demais para ela acompanhar.
Minha avó Josefa, não. Essa eu conheci e convivi e testemunhei um pouco de sua vida ao lado de meu avô José Sobrinho. A história de amor deles era linda. Ambos eram nascidos no dia 21 de abril e a diferença de idade acho que era de dois anos. Ambos viviam na mesma cidade do interior de Pernambuco, Timbaúba. Mas minha avó veio tentar a vida no sul antes de meu avô e deixou lá o seu grande amor. Anos depois se reencontraram em São Paulo e deram início a sua vida a dois, marcada sempre pelas coincidências da vida. É dela o pão doce que gosto de me lembrar; o cuscuz que eu comia com gosto e principalmente as rabanadas... ah... e isso nem precisava pedir! E nem precisava ser Natal. Como era fácil agradar aquele netinho caçula chamado Daniel, mesmo que ele fosse um mal-educado algumas vezes.
Perdi minha avó cedo, aos 13 anos. Meu avô perdi antes ainda, aos 9. Dei sorte por tê-los conhecido e hoje valorizo muito a história e a memória de meus avós. Só queria mais tempo, que ela chegasse até hoje que tenho um pouco mais de discernimento e poder fazer um carinho na minha avozinha. Elas sempre têm histórias de vida fantásticas e guerreiras. Já aceitei bem o fato de ela não estar mais aqui. Minha mãe sofreu muito, mas agora também aceita mais. De toda forma esse post é dela, da minha avó. Ou melhor: das três; e de mais algumas que a resolvem nos adotar como netos, como a avó da Dani por exemplo e a avó de um conhecido. E outras tantas que só de olhar pra gente parecem aos nosso olhos que ficam procurando netos para ficar fazendo rabanadas.
Consumado por Daniel às 10:24:15 AM
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